Nada
além para se ver. Nada além para se escutar. Apenas duas personas que se
encaram no breu enquanto brilham como única matéria de todo o espaço. Uma delas
é Gomorra. Criatura jovem e impulsiva, mas estraçalhada. Sente-se num sonho por
nunca mais ter sonhado. Mente.
A
segunda persona é a de um farmacêutico velho. Circunda Gomorra, em um andar
circulado que tenta violar sua alma. Mas o que encontra é apenas uma falha. O
farmacêutico logo se atrapalha. Sente que esse é mais um caso de insônia e
corre à se camuflar na sombra. Se desfaz e o que sobra é uma única criatura
incandescente, incompleta, porém insensível e disposta a perecer, ali mesmo,
como prova morta da vida que, em algum lugar, há de seguir.