Quando sentava, esbranquiçava.
Não sabia se não havia mais o que ser dito, ou se o dito
estava em uma camada tão inacessível, que não seria mais alcançado pela
palavra.
E aí estava perdido. De um jeito ou de outro alguém não
tardará em explicar e trazer ao mundo aquilo que o artista avistara. O cume em
que sentara, e se perdera, e talvez até tenha criado. Mas que abandonou, por
preguiça talvez, por um simples momento no qual parecia difícil.
Ali [sentado] sempre perguntava. Como será que é? Como
fazem? Como saber quando está errado?
Longe, muito longe. Quando se anda a lentos e raros passos
curtos.
Todo trajeto torna-se só imaginação...
Exercício bobo e sem sentido.
Sem síntese.
Sem mundo.
Mudo.