O dia que eu falei NADA

Não importa que na mente encontre-se só o nada
Uma onomatopeia berrante que desestrutura castelos de vidro
Fazendo-nos crer que o vazio é uma branca cortina densa
E que o nada é mais denso que o caos
Jogo as costas à cadeira ao me deparar com tal pensamento
Algo de que toda a sabedoria do mundo transborda
E pinta-se no equivocado vazio de dias perdidos
Pincelados nos detalhes mínimos
Do detalhe mínimo da vida em prol do tempo
Sempre aprendemos uma coisa nova
Sempre

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