Ali sentado

Posso lançar-me um desafio
Se na mente vaga do vazio ainda agonia
E impede o homem no que há de mais humano
Se lançar para além da coisa, dispersar-se no frio calor do sol
Esse sou eu ali sentado
Quem dera entendendo coisas, porem apenas supondo
Viva, viva o homem no infinito da solidão do seu universo
Preso à liberdade de consciência, mas isso é só desculpa
Que me ataca ao atacar o seio daquilo que tenho pensado
Que venham abordo então muitos outros agoniados
Muitos outros já pensaram, mas a causa, essa é coisa dura
Não consigo esperar por mais uma tarde
O meu passeio hoje foi meio apagado
Me sinto apagado, sou um plágio
De alguém que verdadeiramente sofre e não mente à si mesmo
Tragando no momento o charme de achar que é isso que quer
É isso que eu quero
Quando eu digo soa confuso
Mas se digo o contrário soa opaco
Estou molhado, esperando secar ao sol da meia noite
Estou caindo no vazio que me traz frio, ó amado frio
Estou sentado

Esse sou eu ali sentado

This entry was posted on domingo, 26 de abril de 2015 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.

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