Era só um pobre homem
Preso à uma terra
Preso à um tempo
Na margem em que seus
pés um dia pisaram
No tempo em que seus
anos ali passaram
Ali morou um homem
Frente à sua terra
Frente à seu tempo
Agora estava preso ao
quarto
Frente à máquina de
escrever
Dedicando-se à sua
terra
Onde ninguém sabia ler
E se quer saber porquê
Ele te explica de
verdade
É só o vício de fazer
Talvez criatividade
Diz "Sou um homem
preso à meu tempo
Que não satisfaz meu
ser
E só realmente escrevo
Para então ter o que ler"