Paz, um conjunto vazio
O grande oceano de nada
Separando pequenas ilhas de caos
Nas mais absurdas escalas
Espaço e tempo
Tempo até tê-la
Vejo os riscos mas estes tão longe
Vejo uma estrela
A paz é azul escuro essa noite
Está noite o azul é o nada
É só uma estrela parada
Um convite ao caos
Paz e caos
Separando novas e velhas ordens
Sob as ordens
De um certo gramado
Existindo, isso que é o caos
Fico calado
Quando falo
Apenas me repito
Estou parado
Mas estou calado
E é sempre quando estou calado
Nada me escapa aos sentidos
Mas estes interpretam como querem
Como quer
Fico de pé
Ouço quieto minha sentença
A sentença, quem diria: o nada
A paz que fica até tê-la
Me deito
Vejo uma estrela
Tempo espaço
Paz e caos
É sobre isso o meu poema
Agora vejo milhões de estrelas