Serenamente imaginou que o sono viria
Tristemente o sono o abandonou
Então sozinho vagou pelo escuro da vida
Então sozinho ele a avistou
Estivera ela talvez tão longe
E indo tão longe ele a encontrou
Estranha peregrina das noites de insônia
A mais encantadora que um dia imaginou
Destinara-se totalmente ao sono
Mas este há tempos o abandonara
Então porque não seguir aquela estrela?
Que aos trapos noturnos seu olhar o encantava
Foi caminhando ao seu lado
Que do sono se esqueceu
E em seu peito gritava amor
Para o dia que amanheceu
E no amanhecer veio à maldição
Quando em paz virou para o lado
Talvez por medo desse estranho amor
Sua estrela o havia abandonado
E mais uma vez percebeu
O dia amanheceu
E uma dor confortante em seu peito
Fez-lhe ver que apenas imaginou
E que sua inexistência real provava
Que o sono não o abandonou
Nesta certeza se fez o segundo
O segundo em que ele acordou
Noites de insônia
This entry was posted on quinta-feira, 11 de abril de 2013 and is filed under CRMB,Poesia. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.
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