Noites de insônia


Serenamente imaginou que o sono viria
Tristemente o sono o abandonou
Então sozinho vagou pelo escuro da vida
Então sozinho ele a avistou

Estivera ela talvez tão longe

E indo tão longe ele a encontrou
Estranha peregrina das noites de insônia
A mais encantadora que um dia imaginou

Destinara-se totalmente ao sono

Mas este há tempos o abandonara
Então porque não seguir aquela estrela?
Que aos trapos noturnos seu olhar o encantava

Foi caminhando ao seu lado

Que do sono se esqueceu
E em seu peito gritava amor
Para o dia que amanheceu

E no amanhecer veio à maldição

Quando em paz virou para o lado
Talvez por medo desse estranho amor
Sua estrela o havia abandonado

E mais uma vez percebeu

O dia amanheceu

E uma dor confortante em seu peito

Fez-lhe ver que apenas imaginou
E que sua inexistência real provava
Que o sono não o abandonou

Nesta certeza se fez o segundo

O segundo em que ele acordou


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