Poema da mortalidade inversa


Viver o ontem amanhã
É um tanto perturbador
Pois ainda não de conheci
Mas despedisse me chamando de amor

Ontem vi a bomba jogada
E os que morreram ontem, hoje tenho vivo
Ontem vi seu corpo caído
Só amanhã eu verei o motivo

Perturbador sempre será
Pois sei quando irão morrer
Mas como irei explicar?
E como eles irão entender

Agora saio com uma ferida
Mas não sei quem a fez sangrar
Não sei por que me machucaria
Nem mesmo por que me deixei machucar

São tantas, tantas respostas
E são tão poucas as perguntas
Mas sei que não consto em seu calendário atual

Pequeno papel rascunho
De quem morreu pouco antes de Kennedy
E nasceu no aquecimento global

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